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domingo, 30 de outubro de 2011

Você dentro do filme

Isso é muito lagal!
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sábado, 29 de outubro de 2011

                               Letramento e Alfabetização

“É necessário ir além da simples apropriação do código escrito;
é preciso exercer as práticas sociais de leitura e escrita demandadas nas diferentes esferas da sociedade.
Assim, o conceito que ganha espaço e nova dimensão no mundo da escrita é o letramento.
Não se trata de uma nova palavra, mas da emergência de um fenômeno até então não discutido em profundidade: o uso que é feito da leitura e da escrita pelas pessoas que passam ou passaram pela escola.
O termo letramento, referindo-se à prática social da leitura e da escrita, vem juntar-se ao conceito de alfabetização no sentido de se dar conta não apenas da dimensão do processo de apropriação do código da escrita, mas das conseqüências desse conhecimento na vida dos indivíduos.”

O termo letramento passou a ser usado no meio
educacional a partir da década de 80.
Um grande desafio no processo de aprendizagem da Língua Portuguesa é ter bem claros os conceitos de alfabetização e letramento, sabendo que cada um deles tem suas características.
Alfabetização é entendida como processo de apropriação do sentido da escrita, e o Letramento é o processo de inclusão e participação na cultura escrita envolvendo o uso da língua em situações reais. Isso quer dizer que é necessário haver conhecimentos, atitudes e capacidades que possibilitem a pessoa “entender” aquilo que está lendo.
O letramento e a alfabetização precisam andar juntos, pois a alfabetização é essencial para que o indivíduo se torne letrado, mas, apesar de serem inseparáveis, exigem formas de aprendizagem e procedimentos diferenciados de ensino. O processo de alfabetização se faz por meio da escolarização do aluno e o processo de letramento se faz no decorrer da vida.
Podemos encontrar sujeitos que são escolarizados, mas não entendem o que lêem, decifram somente o código, estes são alfabetizados e não letrados.
Por isso o grande desafio é o professor trabalhar no intuito de alfabetizar e letrar o indivíduo, possibilitando ao aluno que ele se aproprie do sistema lingüístico e consiga usar a língua na prática social da leitura e escrita.
Diante disso, no processo de alfabetizar letrando, o professor como mediador do processo precisa respeitar o desenvolvimento natural do aluno,
os diferentes modos de aprender, e conhecer também o contexto social em que este aluno está inserido.
O professor-mediador necessita ter um perfil para ser um professor alfabetizador veja alguns critérios que orientarão na escolha e na atuação deste profissional:
  • aceitar sua identidade profissional e valorizar seus conhecimentos e saberes sobre o processo de alfabetização;
  • administrar sua própria formação;
  • desenvolver continuamente sua competência de leitor e escritor;
  • questionar constantemente seu trabalho;
  • ser pesquisador;
  • socializar o seu trabalho;
  • envolver-se em trabalhos coletivos e compartilhados;
  • participar de processos de formação continuada;
  • valorizar os conhecimentos prévios dos alunos;
  • respeitar as capacidades e habilidades já desenvolvidas pelos alunos;
  • planejar, desenvolver e avaliar situações contextualizadas de ensino e aprendizagem na alfabetização;
  • valer-se de novas tecnologias da comunicação e da informação;
  • diagnosticar as dificuldades e problemas enfrentados pelos alunos, para intervir, interagir e mediar o processo de elaboração e apropriação da leitura e da escrita;
    Etc.
Estes critérios colaboram para a formação do professor alfabetizador,que trabalhados em conjunto facilitam e tornam reais a proposta de alfabetizar letrando.

domingo, 23 de outubro de 2011


 
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LETRAMENTO

                                  INTRODUÇÃO

O direito à saúde significa, entre outras coisas, o direito de todo indivíduo a uma atenção médica atualizada, de acordo com os avanços científicos e técnicos dessa área profissional.
"O direito à educação não pode significar menos do que isso."

                                                     Emília Ferreiro

Ensinar a ler e a escrever continua sendo uma das tarefas mais especificamente escolares.Um número muito significativo de crianças fracassa já nos primeiros passos da alfabetização.O objetivo deste meu trabalho é demonstrar que a aprendizagem da leitura, entendida como questionamento a respeito da natureza, da função e do valor desse objeto cultural que é a escrita, inicia-se muito antes do que a escola o imagina, transcorrendo por insuspeitados caminhos.
É possível demonstrar que, além dos métodos, dos manuais, dos recursos didáticos, existe um sujeito buscando a aquisição  de conhecimentos;sujeito esse que se propõe problemas e trata de solucioná-los, seguindo sua própria metodologia.Trata-se de um sujeito que procura adquirir conhecimento, e não simplesmente, disposto a adquirir uma técnica particular.
Dentro dessa perspectiva, procura-se instigar no professor(a) o anseio de mudança, partindo do pressuposto que é possível inovar, desde que se reflita sobre sua prática pedagógica, buscando harmonizar os avanços teóricos, com uma prática significativa.

                                   A LEITURA E SUAS IMPLICAÇÕES

A leitura é um processo amplo e complexo que abrange a decodificação de sígnos e de compreensão intelectual do mundo.É a forma primordial de enriquecimento da memória, do senso crítico e do conhecimento sobre os diversos assuntos acerca dos quais se pode escrever.E é pela leitura que iremos construir uma ligação muito forte com a escrita.
A compreensão da leitura depende da relação entre os olhos e o cérebro, processo que há longo tempo os estudiosos procuram entender.Nas última três décadas houve um avanço significativo nesse campo, mas ainda não conseguimos desvendar inteiramente a complexidade do ato de ler.O processo de leitura depende de várias condições:
  • Habilidade;
  • Estilo Pessoal do Leitor;
  • Objetivo da Leitura;
  • O nível de conhecimento prévio do assunto tratado;
  • Nível de Complexidade oferecido pelo texto;
  • O conhecimento prévio do leitor.
Uma criança ainda não alfabetizada pode ter as melhores informações a respeito do assunto tratado em um texto, mas, mesmo assim, não será capaz de ler, pois não dispõe dos recursos de decodificação necessários à leitura.Aquela tem conhecimento prévio, mas não é capaz de desvendar a informação captada pelos olhos.O contrário também ocorre:às vezes o leitor domina a linguagem escrita, mas por falta de familiaridade com o assunto tratado, acaba não conseguindo compreender o texto que tem diante dos olhos.

Como SOLIGO ressalta:

"A Leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto a partir que está buscando nele, do conhecimento que já possui
 a respeito do assunto, do autor, e do que sabe sobre a língua - Característica do gênero, do portador e do sistema de escrita.Ninguém pode extrair informações do texto decodificando letra por letra, palavra por palavra."

Referências Bibliográficas:

Emília Ferreiro.Psicogênese da Língua Escrita.1984;
Rosaura Soligo.Apostila para ensinar a ler.(PROFA)Programa de Formação de Alfabetizadores.